Passeio pelo meio-oeste catarinenseO compromisso principal era o casamento de uma ex-colega de faculdade da minha mulher, em
Caçador. Antes, passamos por Ouro, onde ficamos na casa de amigos, e Piratuba, com suas piscinas de águas termais e “pessoas de idade” como observou meu filho. Levamos até cachorro para o hotel. Muitas cidadezinhas pequenas e curvas nas estradas. Lugares agradáveis e pessoas divertidas. Belo passeio numa região que começa a se estruturar turisticamente em torno das
águas quentes.

As fotos aí acima são de sombra e água quente em Piratuba, estátua do Frei Bruno em Joaçaba e o lugar preferido da Fofa no hotel em Caçador.Leitura da semana
Comecei a ler
Deixe o grande mundo girar, de Colum McCann. Logo no início do livro, trechos como esses:

“Sem dúvida era a forma humana que os segurava ali [um homem na beira do terraço de um arranha-céu], pescoços esticados, dilacerados entre a promessa do destino e o desapontamento do ordinário”
“Ao redor dos observadores, a cidade ainda fazia seus barulhos cotidianos. Buzinas de carros. Caminhões de lixo. Apitos de barcas. O zumbido do metrô.(...) Uma embalagem de chocolate jogada fora bateu em um hidrante. (...) O couro das pastas roçava nas pernas das calças. (...) Portas giratórias empurravam conversas entrecortadas para a rua.”
McCann nasceu em Dublin, em 1965, escreveu cinco romances e tem a obra traduzida para 30 línguas. Mora em Nova York com esposa e filhos.
A leitura promete ser das mais agradáveis.
Pensamentos à toa
Meus orientandos andam quietos demais. O que será que está acontecendo?
Seis dias sem jornais ou televisão. Não fizeram falta nenhuma. Até porque no feriado só pinta notícia fria e inventada. Hoje, li que as obras na sete de setembro, em Blumenau, pararam no feriado por falta de material. Recomeçam amanhã quando a cidade e o trânsito voltam ao normal. Não acreditei nessa história.
Enquanto isso, na vitrola...
Você que é mais jovem, geração dos 80 para cá, pode não acreditar. Mas eu comecei a escutar discos (sim, de vinil e alguns de 45 rpm) num aparelho semelhante a esse da foto:
uma vitrola.

Ficava na sala da casa dos meus pais e funcionava. O modelo era um pouco diferente desse aí. Tinha uma roda no meio que abria as duas portas. Na direita, ficava o toca discos e o rádio; na esquerda, o lugar para guardar os discos.
Lá pelos meus dez anos, acho, comecei a escutar os discos que minha mãe tinha:
Nat King Cole, Liberace (ao piano), Agostinho dos Santos e outros que não lembro. Só lá pelos 12 anos comecei a comprar meus próprios discos. O primeiro foi uma coletânea dos
Beatles. O segundo, a trilha sonora da novela
Estúpido Cupido (1976/77), da Globo, que mostrava o mundo dos jovens dos anos 60. Aí eu já tinha um toca discos Phillips.